Cirugia Cardio-Torácica – O que devo saber?

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A prestação de cuidados de saúde na área da Cirurgia Cardíaca e Torácica é necessariamente complexa. As suas exigências logísticas e técnicas remetem-na a um número reduzido de Centros, que estão obrigados a organizar as suas instalações com todo o equipamento necessário de última geração para a realização de qualquer tratamento cirúrgico cardiovascular ou torácico. Ao mesmo tempo, deverão dispor de uma Unidade de Cuidados Intensivos com pessoal médico e de enfermagem altamente qualificado à realização destes pós-operatórios. É neste contexto que a Unidade de Cirurgia Cardíaca e Torácica da Casa de Saúde da Boavista, celebra o seu 10o aniversário de existência e de prestação de serviços a mais de 1400 doentes submetidos a cirurgia cardíaca e/ou torácica major.

Anestesia

Sempre que um doente é submetido a uma cirurgia cardíaca ou torácica, o papel do médico anestesista é muito importante porque pode intervir e minimizar qualquer desconforto ou sensação de dor! É sempre planeada e realizada uma anestesia geral para cada doente em particular, o que permite ao cirurgião operar sem que o doente tenha qualquer sensação consciente desagradável ou dor antes, durante ou depois da cirurgia. Para isso o médico anestesista administra fármacos endovenosos que fazem com que o doente permaneça a dormir, imóvel e sem dor durante toda a cirurgia! Quando o doente é proposto para cirurgia cardíaca ou torácica, faz parte do planeamento global de tratamento, uma conversa com o doente numa visita/consulta pré-anestésica, onde é avaliado o risco e é discutido com o doente o plano da anestesia nomeadamente a explicação de todos os passos que vão ser feitos desde o primeiro minuto de chegada ao bloco operatório até ao pós-operatório imediato. Nesta pequena conversa com o doente, são também referidos os cuidados a ter nomeadamente com o jejum, a necessidade de retirar próteses, conhecer medicações que o doente faz regularmente, antecedentes de outras cirurgias anteriores, etc.

O que vai acontecer no bloco operatório?

Quando o doente chega ao bloco, o anestesista procede à avaliação da sua actividade cardíaca, tensão arterial e da quantidade de oxigénio no sangue, através de sensores próprios, que irão ser registados num monitor.

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Depois de verificadas todas as condições, o doente é anestesiado através da administração dos medicamentos que vão adormecer o doente e retirar a dor! Só quando o doente estiver estabilizado é que o cirurgião começa a operar! Durante toda a cirurgia, o anestesista está presente junto do doente e verifica continuamente os sinais vitais, administrando doses adequadas de medicamentos anestésicos até ao final da cirurgia de uma forma controlada e doseada com o objetivo de manter o doente seguro ao longo de toda a cirurgia.

Como e onde é que vou acordar ou recuperar da anestesia?

O doente não deve estar preocupado com a possibilidade de acordar ou ter qualquer sensação durante a cirurgia e, no final da cirurgia, quando acordar, não vai ter dor! O despertar da anestesia só acontece no final da intervenção e vai acordar e recuperar a consciência duma forma tranquila, confortável e sem dor. É sempre transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos onde vai ser tratado e acompanhado por pessoal médico e de enfermagem especializado junto de si. É também da responsabilidade do anestesista planear a analgesia para o pós-operatório enquanto o doente estiver internado para que a recuperação e evolução decorra sem dor e o mais confortável possível mesmo com a presença por exemplo de drenos no pós- operatório.

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A prioridade do anestesista desde o primeiro momento e o grande objetivo será sempre fazer com que o seu doente tenha um internamento sem qualquer experiência desagradável pelo que não deve recear a anestesia, porque tudo vai decorrer de uma forma segura e controlada!

Cirurgia Cardíaca

A Cirurgia Cardíaca é hoje um dos três pilares do tratamento da doença cardiovascular, a par da terapêutica médica e da cardiologia de intervenção, capaz de fornecer uma prestação de cuidados integrada numa extensa e organizada estrutura. A Cirurgia Cardíaca exige um profundo conhecimento, experiência e espírito de equipa. A excelência dos resultados cirúrgicos, já amplamente conhecida, advém desta integração multidisciplinar, bem patente na nossa Unidade. A Unidade de Cirurgia Cardíaca e Torácica é formada por especialistas em Cirurgia Cardiotorácica estando de prevenção 24 horas por dia para tratar qualquer tipo de urgência cardiovascular que possa surgir no peri-operatório. A sua estrutura permite efetuar sem restrições, todas as técnicas da cirurgia cardíaca e torácica moderna. Não existe qualquer tipo de limitação na abordagem de patologias passíveis de tratamento cirúrgico, nomeadamente revascularização coronária com e sem circulação extracorporal, cirurgia das valvulopatias, da aorta torácica, entre outras. A nossa atividade dirige-se não só aos doentes mas também aos clínicos que os seguem e que pretendem ter os seus doentes rápida e eficientemente tratados. As nossas preocupações centram-se obviamente na qualidade do tratamento a oferecer, mas uma parte importante dedica-se a fazê-lo de uma forma personalizada com eficácia administrativa e de gestão adequada com controle estrito dos custos. A premissa fundamental, o paciente e a sua família, são um fator que distingue o nosso ambiente. O tratamento pessoal e individualizado é a base sobre a qual todas as nossas atividades estão coordenadas. O nosso objetivo é garantir aos doentes um atendimento por uma equipa que procura a excelência, centrando-se sempre em princípios éticos. Todos os procedimentos estão sempre focados na relação médico-doente, sendo esta atitude chave de todos os colaboradores da nossa Unidade.

Os nossos serviços:

Cirurgia Coronária sem circulação extracorporal e com condutos arteriais;

Cirurgia de Reparação da Válvula Mitral;

Substituição Valvular Aórtica por abordagem minimamente invasiva;

Cirurgia da Aorta Torácica;

Cirurgia de Cardiopatias Congénitas do Adulto;

Cirurgia da Válvula Tricúspide;

Cirurgia dos Tumores Cardíacos;

Reoperações;

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